A Nintendo é uma das maiores empresas de games do mundo e participa de diversos eventos da indústria: é uma das três grandes atrações da americana E3 e está confirmada na Gamescom, a maior feira de games da Europa (a companhia vai também à Comic Con de San Diego). Porém, muitos estranham o porquê de nunca ter participado da Tokyo Game Show, o principal evento de games do Japão.
Oficialmente, a Nintendo diz que não participa da feira por se tratar de um evento restrito, voltado para quem mora nos arredores da capital japonesa. Além disso, a companhia não é filiada à Consumer Entertainment Supplier's Association (CESA), grupo que reúne os fabricantes de games e que organiza a Tokyo Game Show (a Nintendo é uma espécie de convidada). O máximo que a companhia fez foi ter participado de um fórum da Tokyo Game Show de 2005, quando mostrou o controle do Wii.
No entanto, o motivo da rusga está na própria criação da CESA, em 1996, vista pelo mercado como um jeito de fortalecer as fabricantes de jogos diante da Nintendo. Como se sabe, a companhia, sendo dona de uma plataforma de hardware, ditava as regras e estabelecia custos. Às produtoras interessadas em lançar seus jogos para Super Nintendo ou Game Boy restava acatar essas imposições.
Essa "arrogância" da Nintendo, que vivia o sucesso pleno de seu videogame de 16 bits, também foi motivo para que produtoras como Square e Enix passassem a fazer games para Sony. Assim, com títulos como "Final Fantasy VII" e "Dragon Quest VII", o PlayStation ganhou força e virou o novo líder de mercado.
Hoje, a Nintendo já não tem a mesma força, mas parece continuar mantendo sua oposição à CESA, mesmo que não publicamente. Também se comenta no mercado que a companhia não concorda com a cobrança de ingressos e, assim, prefere fazer eventos próprios (neste ano organizou uma feira para que o público pudesse testar o 3DS no Japão). Enfim, essa posição da Nintendo não deve mudar neste ano e a Tokyo Game Show continuará sem um estande da "Big N". Seus videogames serão representados por produtoras terceirizadas, como a Sega e Square Enix.
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